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A
modernização do mercado brasileiro de arte acarretou
uma expansão natural das atribuições do marchand de
tableaux. Hoje em dia, um marchand não é mais somente
um comerciante de objetos de arte. Além de promover
leilões e exposições, oferecer orientação para investimentos
ou formação de coleções, um marchand deve também ter
plena consciência de que ele cria e sustenta um segmento
cultural, que é parte da memória artística nacional,
fruto de uma época, espelho de uma sociedade. A formação
desse segmento, que cria laços entre os artistas, os
críticos, a imprensa, os colecionadores e o público
em geral, transcende os fatores puramente mercadológicos
e contribui para desenhar o perfil das artes plásticas
no Brasil contemporâneo.
É nessa dimensão maior, cultural e de incentivo aos
artistas que mais se destacam, que deve ser visto o
empenho da Galeria Borghese no sentido de viabilizar
financeiramente a edição deste livro de arte sobre a
obra do talentoso pintor Manoel Costa.
Seu lançamento no mercado editorial representa uma documentação
oportuna das criações de um artista em ascensão, ao
mesmo tempo em que abre um estimulante espaço de participação
para os principais colecionadores da obra de Manoel
Costa. Este livro é motivo de orgulho para nós da Galeria
Borghese, em particular, mas certamente é também motivo
de alegria para todos aqueles que trabalham em prol
do desenvolvimento da arte e da cultura do nosso País.
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