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A pintura plural de Manoel Costa parece juntar duas
extremidades que estariam fadadas ao desencontro, mas
que, graças ao seu pincel confluente, se reencontram
e se harmonizam. De um lado, a raiz local, o variado
tema nacional, o trabalho e seus desafios cotidianos.
Do outro, a moldura universalizante, a semana já agora
santa, a visão crispada do eterno. No centro, ou melhor,
no cerne, corta a força da cor, os materiais que se
tornam autônomos, e apontam e apostam na dimensão solidária
do homem, enviado e extraviado. A cor é uma forma de
redenção, quando a alma rebenta os limites da forma.
E ganha o mundo, o campo, a cidade, a vida cotidiana.
A paleta emocionada de Manoel Costa sabe compor, superlativamente,
esses pedaços sortidos da nossa história.
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